O Apocalipse – Eu sobrevivi ao Filme com Nicolas Cage | Review – Cinema Cristão

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Em 2014 quando noticiei a produção do filme O Apocalipse, com o Nicolas Cage de protagonista, eu não tinha ideia de como seria assistir esse filme. Nesse mesmo período em que divulguei essa produção, muitos fãs da saga “Deixados para trás” do qual é uma nova adaptação, estavam reclamando da escolha do Cage para o papel de um dos protagonistas (o Ray Steele), eu já preferir ficar na duvida, imitar Tomé “ver para crer”, afinal, para certas coisa, tipo livros e filmes não é pecado certo? É o correto.

Trailer de O Apocalipse

E lá vou eu assistir, e tive que iniciar o mesmo cerca de três vezes em períodos diferentes, até que finalmente eu consegui assistir completamente. E hoje vou comentar a experiencia aqui.

O filme começa apresentando os personagens principais lidando com o tema da fé x a descrença (pois é), temos o personagem Ray Steele, como dito, interpreto pelo Cage, o personagem, um piloto de avião, é casado com Irene Steele (Lea Thompson) e tem dois filhos, a mais velha (Chloe) e um menino de seus 10 anos (Raymie), a mais velha age como descrente ou ateia, e culpa a mãe pelo afastamento do pai de casa (e possível adultério do mesmo), após a conversão da esposa, que seria “exagerada” em suas convicções cristãs e evangelismo familiar.

O repórter Cameron Williams, também se mostra descrente, (Ray, Chloe e Cameron se conhecem no aeroporto) mas diferente da filha mais velha de Ray Steele (Cage), é mais sutil, preferindo não escolher especificamente uma posição religiosa ou a falta absoluta dela. O repórter e piloto passam o filme dentro de um avião, esposa e filhos em terra, todos lidando com a consequências do Arrebatamento, lidando com o fato que eles são os que ficaram para trás.

O filme em si é massante, cansativo. Merece um real (rsrsrs) pela tentativa de querer fazer um suspense com “o que esta acontecendo no mundo”, mas como ele já inicia focando uma discussão com sobre preparação para “a vinda da justiça de Deus”, o suspense é quebrado, eu já sei o que esta acontecendo, e os personagens não passam a emoção necessária para que isso me traga impacto ou eu acredite que isso tem mesmo impacto sobre a vida deles, salvo alguns momentos e atuações, especialmente com a filha mais velha, mas no geral as situações apresentadas no ato do arrebatamento é bem mais do mesmo. Confusão, medo, gritaria, roubo, invasão, pessoas perdendo o controle.

Lá pras uma hora e dez ou quinze minutos da uma esquentada emocional, mais pessoal, a ideia de que o esposo adúltero esta reconhecendo que “a doida da esposa crente pode ter razão, só sumiu quem acreditava na mensagem, tem algo estranho nisso”. A busca por resposta dele nos pertences dos que foram levados é bem interessante.

Sobre isso o detalhe das roupas, eu pessoalmente gosto mais de efeitos especiais, o lance das pessoas sumirem e deixarem a roupa onde estavam é muito usado, apesar que acredito que existe uma mensagem positiva nessa opção (a veste não tem valor nenhum) ainda assim prefiro a versão do filme O Arrebatamento (The Moment After), gosto de ficção cientifica e efeitos visuais, me julgue. Depois comento esse outro filme por aqui.

Para a historia do filme O Apocalipse, onde existiu uma “investigação” mesmo que pequena, feita pelo Ray nos pertences dos desaparecidos, ficou evidente que a escolha pelas roupas ficarem, se tornou necessária.

Uma das cenas mais clássicas dessa série (Deixados para trás), é quando o Ray vai conversar com um Pastor numa determinada igreja, debatendo justamente o fato de um pastor não ter sido levado aos céus, dessa vez a filha do Ray foi colocada no lugar dele, existe muito choro, confrontação e acusações, o que no anterior ficou mais focado na conscientização do pastor em sua própria falha em não crer e nem viver o que pregava.

E acredito que seja essa a grande falha do filme, buscou modificar ou se distanciar demais do filme original, Deixados para trás já inicia ampliando o problema para o mundo, começamos com a narração do Jornalista Cameron Williams, entramos na situação politica entre palestinos e Israelitas, temos a oportunidade de conhecer os personagens mais profundamente, depois entramos e saímos do avião, e assim muitos outros temas escatológicos são abordados, inclusive com a aparição do quem seria o falso profeta preparando o caminho para o Anticristo.

Por diferença de minutos, é praticamente o mesmo tempo de filme, mas o foco foi diferente, a forma de contar a historia não se encaixou, especialmente por ter se focado na pessoa do Ray, o piloto, quando deveria ter focado no Cameron Williams, o jornalista. 

Ou seja, a presença de ter o Nicolas Cage deu a ele o “direito” ter mais destaque, mas no fim, prejudicou o filme.

Ao final do filme, é aquele arrumadinho pra deixar uma brecha para quem sabe o número dois, o que eu acho bem difícil, pois não agradou. Uma repaginada total precisaria ser feita, especialmente na forma de contar a historia.

Finalmente, se fosse para indicar um filme sobre arrebatamento com tantos filmes sobre o tema a disposição eu não indicaria esse, infelizmente. O Deixados para trás original, apesar de qualquer falha, ainda consegue ser melhor.

Foi mal aí Cage, tente outra vez! Epa, peraí… não foi isso que eu quis dizer! rsrsrs 😉

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