Um Dia pra fazer Melhor

30-hqbEm todas as partes do País, onde tiver um Quadrinista, esse dia é mais que comemorado, além de todos os eventos comemorativos, é um momento para criar expectativas, esperanças, aproveitar pra falar sobre o que tanta gosta, Quadrinhos, ter a mente abençoada com novas criações e personagens, pois sua mente provavelmente vai voltar ao passado e lembrar dos mestres da HQB que sonharam em ter um pouco daquilo que nós temos hoje, espaço para mostrar sua arte.

No dia 30 de Janeiro um ítalo-brasileiro Angelo Agostini, sim um Italiano, publicou à primeira história em Quadrinhos no Brasil, em 1869: “Nhô Quim” ou Impressões de uma Viagem à Corte, sendo também e uma das mais antigas do mundo.

Apesar de lutarmos por um Mercado Brasileiro, e sabemos que os Quadrinhos estrangeiros dificultam e muito o interesse das editoras nacionais em material tupiniquim, é por causa da produção de um estrangeiro no Brasil que temos essa data, chega a ser irônico, mas nos serve de reflexão para entendemos a importância de aproveitar os espaços abertos, seja por um Brasileiro ou “Brasileiro de Coração”.

São oito anos que estamos nessa luta, na busca de divulgar e engrandecer a HQB, e mesmo com toda a dificuldade, seria ilógico não crer em tempos melhores para o Quadrinho Nacional, pra que continuar divulgando ou produzindo então?

Vemos esperança a cada publicação brasileira lançada, ao ver a produção nacional aumentar com os escritores em constante crescimento profissional. Tenho fé que muita coisa boa ainda está por vir, quando vemos os artistas nacionais ganharem destaque mundial, como os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá e atualmente o Rafael Grampá, primeiro brasileiro fazendo história ao ser roteirista e desenhista do Batman.

Acredito fielmente que bons ventos de maturidade se aproximam dos artistas Nacionais, de forma que não é de admirar que em meio a tanta tecnologia, os quadrinhos independentes estejam sendo lançados de forma impressa, mostrando que força de vontade unida a um trabalho de qualidade pode sim fazer a diferença, temos exemplos como o de Lorde Lobo com seu Penitente, Rafael Tavares, com os Invictos, Leonardo Santana com Space Opera, Lya e André Alves com “Guerreiros de Deus”, sem falar nas webcomics que após publicação virtual foram editadas por editoras brasileiras de forma impressa, como a HQ O Coronel, de Osmarco Valladão e Manoel Magalhães, Zoo e Zen de Nestablo Ramos Neto, e Necronauta de Danilo Beyruth entre tantos outros que se eu fosse listar (desculpe por não fazer isso no momento) não acabaria de escrever.

Meu desejo com esse texto é que se você deseja produzir Quadrinhos, entenda que não é fácil, você não terá o apoio de todos e muito menos venderá rios de dinheiro na primeira edição (Mas se vender me avise! hehehe), mas se você mantiver o foco, como muitos antes de nós estarmos aqui mantiveram, terá a chance de colher belos frutos de seus esforços, e quem sabe, também fazer historia!

Que esse dia não seja apenas usado para comemorar com palavras, pois sabemos que isso é o mínimo que se pode fazer, mas que nos sirva de incentivo a continuar produzindo, criando parcerias e acima de tudo, valorizando o que é nosso.

Que seu dia do Quadrinho Brasileiro, seja produtivo!

Michelle Ramos.

*Texto originalmente publicado no Zine Brasil no dia 30.01.2013.

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